Filho da Mãe

Filho da Mãe é Rui Carvalho. Nascido em 1979, reside em Lisboa. Oriundo dos subúrbios de Sintra, em Queluz, é formado em Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com especialização em Paleolítico e frequência de pós-graduação em Geoarqueologia na Faculdade de Ciências de Lisboa. Acaba por se perder — e encontrar — na música,  iniciada cedo com a guitarra do pai (membro efémero de Filarmónica Fraude).

As primeiras experiências com maior visibilidade acontecem com os If Lucy Fell,  banda de noise pós-hardcore. Mais tarde, dedica-se à guitarra a solo com o projeto Filho da Mãe, que rapidamente assume como foco principal.

Filho da Mãe estreia-se na coletânea Novos Talentos FNAC com o tema Sobretudo em 2011 que integra o seu primeiro disco: Palácio (Rastilho Records, 2011), seguindo-se um split em vinil com Linda Martini. 

Em 2013 edita Cabeça (Cultura Fnac / Lovers & Lollypops) disco gravado ente Terra Feita no Alto Minho e Montemor-o-Novo, no Convento da Saudação, a convite d’O Espaço do Tempo.   

Em 2016 edita Mergulho, gravado em Amares no Mosteiro de Rendufe, novamente no Minho, a convite da associação Encontrarte-Amares com o apoio da Cultura Fnac e Lovers & Lollypops, ano em que edita também Tormenta, juntamente com Ricardo Martins em parceria com a editora Revolve. 

Em 2018 lança Água-Má, resultado de uma residência no Funchal, surpreendida pela passagem da tempestade Emma, cuja violência atmosférica marcou decisivamente o processo de criação e a intensidade do disco. 

Em 2022 edita Terra Dormente, disco desenvolvido ao longo de dois anos e atravessado pelo contexto pandémico, com residências no Musicbox (Lisboa), 23  Milhas (Ílhavo) e Fábrica de Pão (Lisboa). O trabalho introduz a guitarra eléctrica num diálogo com a guitarra clássica, explorando uma duplicidade entre o onírico e o real.

Desde Dezembro de 2023 integra a formação dos Linda Martini como guitarrista,  participando no disco Passa-Montanhas (Sony Portugal) enquanto co-autor. 

Ao longo do seu percurso tem colaborado ao vivo com músicos em diferentes âmbitos: Linda Martini,  PAUS e Riding Pânico no projecto Fazer para desistir (Teatro Maria Matos / LUX  Frágil / ZDB, 2013), com JIBÓIA num trabalho proposto pelas Curtas de Vila do Conde e do  Teatro Maria Matos (2014), com Norberto Lobo no Milhões de Festa (2014) e com Tó Trips no projecto Guitarras ao Alto, posteriormente transformado em documentário pela RTP. 

Participou em discos de outros projectos, como Medeiros/Lucas (Terra do Corpo, 2016), Maria João (A poesia de Aldir Blanc, 2017) e Hifiklub (Lisboa, 2017).  Colaborou também com André Henriques em composições interpretadas por Cristina  Branco, incluindo E às vezes dou por mim, nomeada para melhor música nos Prémios SPA. 

Paralelamente, tem desenvolvido trabalho na área da composição para cinema, incluindo bandas sonoras para animação como Lugar em Parte Nenhuma de Bárbara de Oliveira e João Rodrigues, Carpinteiro de papel de Renata Bueno e Rafael Medina, bem como filmes-concerto ,bem como filmes-concerto e criação musical para teatro, com destaque recente para Uma Brancura Luminosa com encenação de Sandra Barata Belo e interpretação de Ricardo Pereira.

Desenvolve ainda com Cláudia Guerreiro o projecto Azenha, um formato performativo que cruza música e desenho em tempo real, desdobrado em peças como A Azenha (com várias apresentações entre 2019 e 2022) e Murmúrio (2024), com apresentação na ZDB Marvila.

 

Filho da Mãe is Rui Carvalho. Born in 1979, he lives in Lisbon. Originally from the suburbs of Sintra, in Queluz, he holds a degree in Archaeology from the Faculty of Arts of the University of Lisbon, specializing in the Paleolithic, and attended postgraduate studies in Geoarchaeology at the Faculty of Sciences of Lisbon. He eventually gets lost — and finds himself — in music, which he began early on with his father’s guitar (a former member of Filarmónica Fraude).

His first more visible musical experiences came with If Lucy Fell, a post-hardcore noise band. Later, he dedicated himself to solo guitar with the project Filho da Mãe, which quickly became his main focus.

Filho da Mãe made his debut on the Novos Talentos FNAC compilation with the track Sobretudo in 2011, which was included in his first album Palácio (Rastilho Records, 2011), followed by a split vinyl with Linda Martini.

In 2013, he released Cabeça (Cultura Fnac / Lovers & Lollypops), recorded between Terra Feita in Alto Minho and Montemor-o-Novo, at Convento da Saudação, by invitation of O Espaço do Tempo.

In 2016, he released Mergulho, recorded in Amares at Mosteiro de Rendufe, again in Minho, by invitation of the association Encontrarte-Amares with the support of Cultura Fnac and Lovers & Lollypops. That same year, he also released Tormenta, together with Ricardo Martins, in partnership with the label Revolve.

In 2018, he released Água-Má, the result of a residency in Funchal, unexpectedly marked by the passage of Storm Emma, whose atmospheric violence strongly influenced the creative process and the intensity of the album.

In 2022, he released Terra Dormente, an album developed over two years and shaped by the pandemic context, with residencies at Musicbox (Lisbon), 23 Milhas (Ílhavo), and Fábrica de Pão (Lisbon). This work introduces the electric guitar in dialogue with the classical guitar, exploring a duality between the dreamlike and the real.

Since December 2023, he has been a member of Linda Martini as a guitarist, participating as co-author on the album Passa-Montanhas (Sony Portugal).

Throughout his career, he has collaborated live with musicians in different contexts: Linda Martini, PAUS, and Riding Pânico in the project Fazer para desistir (Teatro Maria Matos / LUX Frágil / ZDB, 2013); with JIBÓIA in a project commissioned by Curtas de Vila do Conde and Teatro Maria Matos (2014); with Norberto Lobo at Milhões de Festa (2014); and with Tó Trips in the project Guitarras ao Alto, later turned into a documentary by RTP.

He has also contributed to albums by other projects, such as Medeiros/Lucas (Terra do Corpo, 2016), Maria João (A poesia de Aldir Blanc, 2017), and Hifiklub (Lisboa, 2017). He also collaborated with André Henriques on compositions performed by Cristina Branco, including E às vezes dou por mim, nominated for Best Song at the SPA Awards.

In parallel, he has developed work in composition for cinema, including soundtracks for animation such as Lugar em Parte Nenhuma by Bárbara de Oliveira and João Rodrigues, Carpinteiro de papel by Renata Bueno and Rafael Medina, as well as film-concerts and music creation for theatre, with recent highlights including Uma Brancura Luminosa, staged by Sandra Barata Belo and performed by Ricardo Pereira.

He also develops the project Azenha with Cláudia Guerreiro, a performative format that combines music and live drawing, unfolding into pieces such as A Azenha (with several presentations between 2019 and 2022) and Murmúrio(2024), presented at ZDB Marvila.

Discografia / Discography

PALÁCIO (RASTILHO RECORDS, 2011)

CABEÇA (CULTURA FNAC/LOVERS & LOLLYPOPS 2013)

MERGULHO (CULTURA FNAC/LOVERS & LOLLYPOPS 2016)

TORMENTA – FILHO DA MÃE & RICARDO MARTINS  (REVOLVE 2016)

ÁGUA-MÁ (LOVERS & LOLLYPOPS 2018)

TERRA DORMENTE (OMNICHORD RECORDS 2022)

Discografia / Discography

PALÁCIO (RASTILHO RECORDS, 2011)

CABEÇA (CULTURA FNAC/LOVERS & LOLLYPOPS 2013)

MERGULHO (CULTURA FNAC/LOVERS & LOLLYPOPS 2016)

TORMENTA – FILHO DA MÃE & RICARDO MARTINS  (REVOLVE 2016)

ÁGUA-MÁ (LOVERS & LOLLYPOPS 2018)

TERRA DORMENTE (OMNICHORD RECORDS 2022)

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